domingo, 7 de novembro de 2010

"Aê tio... compa pá ajudá?"

Estávamos eu e minha família (esposa e filha) dentro do nosso carro a caminho do shopping. Ao parar em um sinal vermelho, vi se aproximar do carro uma menina, aparentando ter no máximo uns 5 anos de idade. Ela segurava vários pacotes de balas. Pendurou um dos pacotes no retrovisor do meu carro e seguiu fazendo o mesmo com alguns carros parados atrás do meu. Grampeado no pacote de balas, um papel com os dizeres: "Por favor, me ajude comprando este pacote de balas por apenas R$ 1,00". Sentadas no banco da praça, estavam as mães das meninas, tomando conta de longe.

Acredito que praticamente todo carioca, que anda de carro pela cidade, já presenciou situação idêntica ou no mínimo muito parecida. Mas então... o que tal situação teria a ver com Ayn Rand e o Objetivismo?

Voltemos aos dizeres do papel grampeado no pacote de bala:

"Por favor, me AJUDE comprando este pacote de balas por apenas R$ 1,00".

Afirmo que eles se acham vítimas e se valem disso para comover e obter ganhos não por mérito, e sim por pena. Segundo a ética do "Objetivismo", ninguém deve ser considerado dígno de pena e muito menos se achar dígno de tal sentimento. Por mais que as limitações e dificuldades de fato existam para muitos de nós, sempre existe a opção pela adoção de uma postura proativa. Ao invés de se aproveitar de uma situação precária para tentar conseguir ganhos sem relativo muito esforço, é possível se esforçar, conseguir superar as adversidades e ser recompensado por mérito do próprio trabalho.

São conhecidos alguns exemplos de pessoas que, como as mães das meninas do sinal, também não tinham um cenário muito favorável, porém tiveram uma abordagem completamente diferente em relação ao rumo de suas vidas.

Um dos meus exemplos preferidos, é sobre a história da "Banca do David". David foi demitido da empresa onde trabalhava como motorista e não tinha mais dinheiro para pagar o aluguel do barraco na favela onde morava. Foi despejado e passou a morar na rua com a família. Ao invés de lamentar, esmolar ou tentar qualquer outro tipo de ganho focado no sentimento de pena oriundo de outros, David pegou o pouco do dinheiro que sobrara e montou um pequena barraca de doces. Hoje é dono de uma agência e já viajou o mundo inteiro dando palestras sobre marketing de vendas. A história pode ser lida em sua íntegra no site da Banca do David: http://www.bancadodavid.com.br/historia.php

Outro exemplo fantástico é a história da carioca Zica. Moradora de favela e trabalhando como empregada doméstica desde os 9 anos de idade, Zica tinha um sonho: Inventar um creme (produto de beleza) para amaciar e alisar cabelos crespos. Durante 10 anos ela tentou... até que conseguiu! Hoje é a milionária dona de uma rede de salões de beleza. Patenteou a fórmula do creme. Saiu na veja: http://veja.abril.com.br/180106/p_088.html

Concluindo, acho que a mensagem do "Objetivismo" nesse aspécto é bem clara, e os exemplos acima são prova disso:

"Não sinta pena de si próprio e de ninguém. Não espere que sintam pena de você."
"Aja. Encontre um meio."
"Não espere receber algo sem pagar pelo mesmo."

E uma das afirmações mais polêmicas (pois vai de encontro a toda filosofia Altruísta em que nós fomos educados e ensinados a séculos):

"Não dê nada sem obter o pagamento merecido / desejado em troca".

Confesso que já comprei muitos desses pacotes de balas. Também já dei esmolas e já atendi a vários pedidos de "ajuda" do tipo "Aê tio... compa aí pá mi ajudá?"

Agora resolvi mudar de atitude. Só compro se realmente estiver afim de chupar bala. Não dou mais esmolas. Nunca fiz essas coisas esperando algo em troca. Fazia por fazer... ou por achar que deveria ser feito. Afinal... se eu não estiver com vontade de chupar bala e comprar um pacote de balas por sentimento de pena de quem está vendendo... onde está o meu "algo em troca"? Onde está o meu pagamento?

No entanto, sou capaz de dar uma moeda ou uma nota a alguns poucos e verdadeiros artistas de rua que ocasionalmente encontro nos sinais pela cidade. Talvez alguns estejam pensando:

"Esse careca é maluco... Não estou entendendo mais nada que ele diz!!! :o)"

A explicação é relativamente simples: Faço uma análise.

1) Qual a atitude dele (artista de rua)? É uma atitude empreendedora, proativa... ou ele está tentando ganhar a clientela pelo sentimento de pena?

2) O que ele está me vendendo... me paga? Tem o meu "algo em troca"?

No caso da segunda questão, o que me paga é o meu "prazer egoísta" que tenho em reconhecer um bom artista e o seu trabalho. Ao entregar uma moeda ou nota, não faço para ajudar. Não estou me sacrificando em nada. Faço por mim.

Vou ficando por aqui.
Até a próxima!!!

sábado, 30 de outubro de 2010

O pensamento do pobre e o pensamento do rico

Em um dos seus livros da famosa série "Pai Rico Pai Pobre", Robert kiyosaki afirma que a forma de pensar do pobre (leia-se classe média) é o inverso da forma de pensar dos ricos. Resumindo: O que para o pobre é arriscado, para o rico é seguro. E o que para o pobre é seguro... para o rico é arriscado. Vejamos um exemplo:

Ser funcionário (de carteira assinada... ou melhor ainda: Funcionário público!) a vida inteira e esperar pela aposentadoria:

Para o pobre: Seguro
Motivo: O trabalho com carteira assinada tem uma série de benefícios: Férias, décimo terceiro, FGTS, etc. Com o passar dos anos, vai ficando cada vez mais difícil para a empresa dispensar o funcionário sem ter que pagar uma boa grana (50% do todal de FGTS) e outros benefícios. No funcionalismo público, nem se fala. Tem a tal "estabilidade". E o fator principal: Não é preciso planejamento e nem se preocupar muito com o futuro. É a filosofia do "deixa a vida me levar". Quando chegar a época de se aposentar...

Para o rico: Arriscado
Motivo: Passar a vida inteira trabalhando, todo santo mês, para receber um salário... chegar na aposentadoria e, na grande maioria dos casos, ter que reajustar a vida por estar ganhando menos? Realmente... parece muito arriscado. A medida que os anos passam, a população vai ficando mais velha e o aumento da expectativa de vida é um fato. Ou seja, mais pessoas se aposentando e gerando despesa para o governo. Toda vez que o governo fica "com a corda no pescoço", acaba sobrando para quem já está aposentado ou para quem ainda vai se aposentar (Aconteceu na França recentemente). É melhor investir tempo e esforço em atividades que resultarão em renda permanente e não um salário. Também é melhor aprender a investir. Assim, é possível ganhar e acumular capital de forma que, ao alcançar um nível de reservas financeiras suficientes para sustentar o padrão de vida escolhido, a aposentadoria seja uma questão de escolha do momento mais conveniente.

Isso foi apenas um exemplo. O que realmente é importante notar, é que a forma de pensar do rico é muito mais objetiva do que a do pobre. No livro "A Revolta de Atlas", de Ayn Rand, essa diferença no modo de pensar e no comportamento do pobre e do rico, do vencedor e do perdedor, de quem produz e de quem quer tudo sem fazer nada, fica muito evidente. Segundo a ética da filosofia de Rand, o "Objetivismo", a maior de todas as imoralidades é um indivíduo sem objetivos. O indivíduo, guiado pela razão, é capaz de realizar seus sonhos, seus objetivos. Ele tem a certeza de que é responsável pela sua própria vida, seu próprio destino. Quando "fracassa", assim não interpreta como. Analisa, corrige, melhora... e segue em frente até atingir seu objetivo. Não perde tempo tentando arranjar desculpas. Não coloca a culpa em nada nem ninguém... nem fica reclamando ou se lamentando. Nunca se vê como vítima.

Segundo Rand, o "Objetivismo" está ao alcance de qualquer um. Basta querer.
No livro "Os 7 Hábitos das Pessoas altamente eficazes", Stephen Covey afirma que o ser humano é o único "animal" capaz de escolher como reagir as próprias emoções e definir, através do cultivo de alguns hábitos, que tipo de indivíduo deseja ser.

E você? Como tem agido? Como tem pensado? Se identifica mais com a forma de pensar do Pobre ou do Rico?

Quais são os objetivos da sua vida? :o)

Até a próxima!!!

E da-lhe o objetivismo!!!!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

PT x PSDB: A luta do bem contra o mal?

O título do post pode até parecer não estar de acordo com o conteúdo do blog... Mas continuem lendo e vocês entenderão :o)

A alguns dias atrás, recebi um e-mail falando sobre um processo que a candidata Dilma move contra o Brasil para ganhar uma espécie de "bolsa ditadura". Aquela história de que já foi perseguida, etc. etc. etc. No e-mail, tinha o número do processo e o CPF da Dilma. Nele também indicava o site da justiça federal onde era possível, de posse desses dados, fazer a consulta sobre o processo. Fui até o site e constatei: Verdade, o processo existe e está em tramitação na mesa do presidente. Um dos destinatários deste e-mail (da mesma forma que eu recebi, várias pessoas também receberam), deu um "Replay all". Abaixo, segue o texto da mensagem do Sr. Beltrano.

"A todos que já receberam e leram esse email.

Duvido que metade das pessoas que receberam esse email procurou saber a fundo sobre o que ele está falando.
Mais uma mentira como tantas outras. Uma tentativa frustrada de interromper a corrente populista do Brasil a fim de retomar os antigos interesses do PSDB e dos grandes detentores de capital do brasil.

Acredito que nós que pertencemos a um nível privilegiado da sociedade; o qual tem acesso a tanta informação, temos a obrigação de aprender, pesquisar, e votar com zelo.
Não abra mão da sua capacidade. Se decidirem por nós hoje, também decidirão amanha. Pessoalmente não quero dar uma nova oportunidade ao PSDB de banalizar meu pais.
Abraços.

POLITICA NAO É UM ASSUNTO DE VÉSPERA DE ELEIÇÃO.
SE NÓS NAO NOS JULGARMOS REALMENTE ÁPTOS A DECIDIR NOSSO FUTURO... ENTÃO É MELHOR A OMISSÃO.
PARA ESTA CONDIÇÃO FOI CRIADO O VOTO NULO"

--- Fim do texto contido no e-mail enviado pelo Sr. Beltrano --
Não pude concordar. Afinal, o processo de fato existe. Além do mais, o conteúdo, apesar de mencionar o uso da capacidade própria e utilização da razão (pesquisa, informação, voto com zelo), me pareceu ser muito mais fruto de uma emoção (ojeriza ao partido PSDB) do que qualquer outra coisa. Quanto se tenta falar em razão... pois bem... razão tem muito a ver com Ayn Rand. Então, eu respondi o e-mail do Sr. Beltrano:

"Independente de PSDB ou PT... não se deixem enganar pelos falsos disseminadores do progresso. O progresso (leia-se economia) ,que tanto é falado hoje, não aconteceu da noite para o dia. O PT, quando assumiu o poder, ACERTOU ao dar continuidade a política econômica do governo anterior (a mesma política a qual o PT fez grande opsição durante anos). Ou seja, se hoje a economia do País vai bem, não é mérito exclusivo do PT.

E não adianta dizer que o PT não deu continuidade a política econômica do governo anterior porque deu. É fato. Uma prova disso foi a saída de Heloisa Helena e sua "trupe" para formar o PSOL, pois não eram condizentes com a então decisão do PT de manter tal política econômica que mantinha, inclusive, o pagamento da dívida externa.

Mantendo a tal política econômica, o PT pagou a dívida externa e garantiu os investimentos e capital estrangeiro no país, que por sua vez mantiveram e geraram mais empregos. Consequentemente, o governo passou a ARRECADAR MAIS. Se hoje o funcionalismo público está satisfeito com o governo atual pelas melhorias das condições de trabalho, melhorias salarias, etc, que de fato eram necessárias, foi graças a decisão de manter a tal política econômica do governo anterior.

Portanto, não creio que o problema seja PSDB ou PT (nessa questão econômica), pois um fez e outro continuou.

Não da para afirmar que uma volta do PSDB significaria a banalização do país ou algo do tipo. Afinal, hoje tem dinheiro... dinheiro até demais. E ao fazer isso, não estou tomando partido do PSDB. Apenas, como me foi sugerido, estou exercendo minha capacidade de pensar e analisar fatos.

Querem ver um exemplo simples dessa análise?

No e-mail do Sr. Beltrano, foi escrito o seguinte:

"Uma tentativa frustrada de interromper a corrente populista do Brasil a fim de retomar os antigos interesses do PSDB e dos grandes detentores de capital do Brasil".

Ora... essa frase deixa claro que, segundo quem a escreveu, os grandes detentores de capital do Brasil estão ligados direta ou indiretamente ao PSDB.

Aí, eu me pergunto:

Em qual governo que o filho do presidente deixa de ser um funcionário do Zoológico e vira um mega empresário, da noite para o dia, dono de fazendas e terras... enfim... um verdadeiro "Grande detentor de capital do Brasil"?

Em qual governo, um dois maiores detentores de capital de toda história do Brasil (Daniel Dantas), se "safa" praticamente ileso de um processo que o colocaria na cadeia durante um bom tempo?

Tá bom.. muitos vão dizer: E coisas do tipo não aconteceram também em governos anteriores? Sim sim... é verdade. Infelizmente a corrupção e a utilização da máquina pública em benefício próprio parecem fazer parte da cultura do nosso país.

Por isso, volto a afirmar: Não é questão de "Bem" ou "Mal". As vezes tenho a impressão que muitos eleitores do PT veêm a "coisa" dessa forma. Parecem estar tão "cegos" com a questão PSDB vs PT que esquecem de analisar fatos. Não acredito que o PT seja o mocinho da história. Também não acredito que o PSDB seja o vilão. Não acredito que nehum dos dois seja um ou outro pensonagem.

Leiam Ayn Rand!!! - http://aynrand.com.br/

Talvez irão percer, como eu, que não existe um lado bom e um lado ruim. Existe um lado que funciona, é competente e traz o progresso. E existe um outro lado que é ineficiente, corrupto, manipula e se esconde atrás de ideologismos sociais.

Acredito eu que ambos os partidos aqui mencionados possuem pessoas de ambos os lados...

Sds,

Tenham uma boa tarde.
------- Fim da minha Resposta ----

Para Ayn Rand, a razão é o meio de sobrevivência do homem.

Quem quiser dar uma "viajada" nessa questão, achei alguns sites interessantes:



Leia Ayn Rand!!!

Um homem foi capaz de dirigir quase 20 mil quilômetros através de 30 estados americanos para rabiscar uma mensagem que só pode ser vista por meio do Google Earth. Eis sua frase: “Read Ayn Rand". (O post completo sobre a viagem pode ser lido no Blog Gizmodo)

Confesso que fiquei impressionado. A primeira coisa que pensei foi:

"Quem é Ayn Rand? Quem é capaz de influenciar alguém ao ponto de fazer com que esse alguém chegasse a realizar tal coisa?"

Fiquei curioso... e apenas anotei na minha lista de tarefas, sem muita prioridade: "Pesquisar sobre Ayn Rand na internt."

Obra do acaso ou não, no último dia 30/09/2010, meu irmão, como de costume, me presenteou com um livro fantástico: "A Revolta de Atlas". Advinha quem é a autora???

O livro é a traduação do original "Atlas Shrugged", escrito por Ayn Rand e lançado em 1957. No Brasil, foi lançado primeiramente com o título "Quem é John Galt?" e atualmente relançado como "A Revolta de Atlas".

Ao iniciar a leitura do livro, já começo a entender o que motivou o homem da mensagem mencionada acima. Estou no final do primeiro volume (são 3) e estou achando o livro fascinante.

Enfim... eu recomendo. Se você pensa, tem a mente aberta e gosta de ler... vale apena a leitura.

A idéia desse blog é, a partir de agora, debater os mais diversos assuntos relacionados a linha de pensamento filosófico proposta por Ayn Rand. Poderão surgir posts sobre o livro que estou lendo, ou sobre situações do dia a dia em que eu identifique uma oportunidade de exemplificar / divulgar algum conceito dessa linha de pensamento.

Assim começo esse blog.

Leia Ayn Rand!!! :o)